O ano era 2010, quando Android e iOS já dominavam o mercado, mas ele existiu e foi como um meteoro que passou, deixando saudades.
O Windows Phone foi apresentado pela Microsoft como uma alternativa aos já consolidados sistemas operacionais mobile da época. Apesar de o sistema ser excelente, acabou sofrendo com a má gestão da empresa que o colocou em maus lençóis frente aos consumidores, desenvolvedores e as fabricantes de hardware.
Falta de compatibilidade com o hardware anterior
É algo semelhante ao que a Microsoft faz hoje com o Windows 11: obriga o usuário a adquirir novo hardware para poder usar o novo software, mas sem possuir uma marca realmente forte nesse ramo. Na época, usou como escudo a marca de sua principal parceira, a Nokia — que, alguns anos depois, seria adquirida em uma transação bilionária.
Quem usava os celulares com Windows Phone 7 NÃO podiam fazer o upgrade para os próximos lançamentos do sistema operacional. A desculpa? O hardware defasado. Acredito que isso poderia ser contornado com atualizações mais brandas para aparelhos mais antigos, sem obviamente prejudicar a sua funcionalidade, o que já seria um grande tiro no seu pé. Os aplicativos para o Windows Phone 8 não eram compatíveis com a versão anterior do OS, ou seja, os desenvolvedores teriam que manter uma versão do seu aplicativo para cada versão do Windows Phone.
Falta de apoio aos desenvolvedores
Com a base de usuários era pequena, o desenvolvimento de apps para o Windows Phone não era interessante para os desenvolvedores. As ferramentas para o desenvolvimento eram muito diferentes do Android e iOS, o que exigia uma curva de aprendizado considerável, e apesar de ter acontecido uma movimentação de apoio aos desenvolvedores, não fornecia muita coisa, o que deixou o sistema sem aplicativos e sem usuários por não ter aplicativos.
Na época foi prometido uma ferramenta de apoio para "migrar o aplicativo" do Android para o Windows Phone, deixando com que o desenvolvedor fizesse apenas alguns ajustes para que tudo estivesse pronto, mas que na realidade isso nunca funcionou realmente.
O Windows Phone não tinha nem mesmo aplicativos decentes da própria Microsoft. O OneDrive do Android, por exemplo, era muito a frente. Na prática a única que levou o Windows Phone a sério e apostou todas as suas fichas foi a Nokia, com os aplicativos Nokia Camera, Mix Radio e outros que marcaram a passagem dos Lumia.
Essas ações da Microsoft afastaram tanto os usuários quanto os desenvolvedores interessados em criar aplicativos para a plataforma. Até mesmo os aplicativos oficiais foram sendo abandonados, o que culminou no fim da fabricação de aparelhos com Windows Phone em 2015 e no encerramento do suporte ao sistema operacional em 2020.
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